Le Nonce: um tinto para uma noite fria em Obernai
- danythass
- 22 de ago.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 1 dia

Alguns vinhos ficam na memória não apenas pelo sabor, mas por tudo o que estava acontecendo quando chegaram à mesa. O Le Nonce foi assim para nós.
Era uma noite fria na Alsácia. Estávamos em Obernai e escolhemos uma winstub — aqueles restaurantes tradicionais e acolhedores da região — para jantar. O Black Angus Steak, acompanhado de legumes, batata frita e molho de mostarda, estava maravilhoso e a ocasião pedia um vinho tinto. Resolvemos provar este rótulo sem saber que ele entraria direto para a nossa lista de descobertas.
EM POUCAS PALAVRAS — Um Côtes du Rhône tinto, saboroso e acolhedor. Foi perfeito com a carne e deixou aquele gostinho de quero mais.
Uma noite fria em Obernai
Depois de passear pela cidade, sentar em uma winstub quentinha já parecia o melhor programa possível. A madeira escura, o clima aconchegante e o movimento tranquilo do jantar combinavam com a noite lá fora.

Quando o Black Angus Steak chegou à mesa, não tivemos dúvida: queríamos um tinto para acompanhar. Escolhemos o Le Nonce e a surpresa veio logo no primeiro gole. Ele tinha sabor e presença, mas continuava gostoso e fácil de beber. Daquelas combinações que fazem a gente diminuir o ritmo e aproveitar a refeição sem pressa.
AQUELE MOMENTO À MESA — A noite estava fria, o Black Angus Steak chegou suculento e o Le Nonce deixou tudo ainda mais gostoso.
O que descobrimos depois
O rótulo é produzido pelo Domaine de la Présidente, uma vinícola familiar de Sainte-Cécile-les-Vignes, no sul do Vale do Rhône. Foi uma curiosidade bonita: o vinho não era alsaciano, mas passou a fazer parte de uma das nossas melhores lembranças da Alsácia.
Como outros tintos de Côtes du Rhône, ele nasce da combinação de uvas típicas da região. A Grenache costuma trazer fruta e maciez, enquanto a Syrah e a Mourvèdre acrescentam cor, especiarias e estrutura. Na nossa taça, o resultado foi um vinho redondo, saboroso e perfeito para o clima daquela noite — sem complicação e sem precisar entender todos os termos do mundo do vinho.
CURIOSIDADE DA GARRAFA — O vinho veio do Vale do Rhône, mas a lembrança ficou na Alsácia. Às vezes, uma única taça consegue ligar dois lugares diferentes da França.
Com o que eu serviria de novo
Nossa combinação com o Black Angus Steak funcionou tão bem que eu repetiria sem pensar duas vezes. Também abriria este tinto com:
carnes grelhadas ou assadas;
cordeiro, pato ou pratos de panela;
massas com molhos mais intensos;
embutidos e tábuas de queijos;
hambúrguer artesanal em uma noite descontraída.
Eu serviria levemente refrescado, entre 16 °C e 18 °C, e deixaria alguns minutos na taça antes do primeiro gole.
PODE ENTRAR NA SUA LISTA SE… — Você gosta de tintos saborosos, com fruta, um toque de especiarias e presença, mas que continuam fáceis de aproveitar à mesa.
Uma descoberta para a nossa adega
O jantar terminou, mas a lembrança daquele vinho ficou. Salvamos o nome na nossa lista de descobertas porque queremos encontrar outra garrafa e reviver um pouco daquela noite em casa.
É esse tipo de vinho que adoro conhecer em viagem: chega sem grandes expectativas, acompanha um momento gostoso e, quando percebemos, já ganhou lugar na memória — e na lista da adega.
No fim, o Le Nonce deixou exatamente isso: um gostinho de quero mais e a vontade de repetir a experiência.

E você, qual vinho já provou em uma viagem e decidiu que precisava encontrar de novo?




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